Uma ‘porta aberta’ à espera de investimento português

O tempo é fator fundamental para quem pretende obter sucesso comercial em Marrocos. Ter paciência e persistir são fatores essenciais para o sucesso.

Ao centro na mesa, Casimiro de Almeida, presidente da Assembleia Geral da AECOA, ladeado por José Maria Teixeira (esq.ª) e Norberto Rodrigues. Refira-se que este último, para além de fazer parte da CCIS de Portugal em Marrocos, é vice-presidente da AECOA. No uso da palavra, António Pinto Moreira, diretor executivo da Associação Empresarial oliveirense (foto: Tavares Ribeiro).

O povo de Marrocos não tem pressa em fechar o negócio, gosta de analisar com calma e de confiar. O marroquino é uma pessoa perspicaz e com valores e cultura muito próprios. É necessário conhecê-lo bem e ‘encaixar-se’ de forma segura nessa sociedade para ser aceite e, aí sim, ter dessa população tudo o que pretende em termos negociais. Estes foram alguns dos conselhos práticos deixados por dirigentes da CCISPM, em seminário realizado no âmbito do projeto ‘Qualifica & Compete’, copromovido pela AECOA e pela AEA.

Se está interessado em internacionalizar-se e uma das apostas é Marrocos, não deixe de seguir as sugestões que José Maria Teixeira e Norberto Rodrigues, respetivamente presidente e membro do Conselho de Administração da Câmara do Comércio, Indústria e Serviços de Portugal em Marrocos (CCISPM), trouxeram, no passado dia 21 de novembro, a Oliveira de Azeméis e, no dia seguinte, a Águeda.

Alertas aos investidores

Portugal e Marrocos mantêm “excelentes relações institucionais”, o que, a par da “proximidade geográfica” e da “abertura dos empresários marroquinos à criação de parcerias com empresas portuguesas” e o “reconhecimento e apreciação” da nossa oferta em “termos de custo/qualidade” são vantagens que podem abrir mais facilmente a ‘porta de entrada’ do Norte de África.

Porém, não se julgue que o ‘mar’ que separa estes países é todo ‘de rosas’ e que não há dificuldades a enfrentar. Elas são bastantes e de várias ordens, como alertaram os responsáveis da CCISPM.

Espanha e China já ‘abriram a porta’

Debater as oportunidades de cooperação entre Portugal e Marrocos e, sobretudo, o potencial para a indústria ‘Casa & Escritório’ foram objetivos deste encontro com os dirigentes da CCISPM, instituição que, em fevereiro, último celebrou um protocolo de colaboração com a AECOA. Neste particular, foram apresentados alguns números e exemplos de empresas estrangeiras que investiram neste país com sucesso, mormente nas áreas do mobiliário e da iluminação, sendo Espanha e a China países já com grande implantação neste mercado. Portugal tem ainda uma boa quota que pode explorar e conquistar, neste [e noutros] cluster, em Marrocos, segundo José Teixeira.

De manhã do dia 21 de novembro, teve lugar uma reunião na sede da AECOA.

‘Marrocos, uma oportunidade para a fileira Home&Office’ foi a temática deste seminário de disseminação do projeto ‘Qualifica & Compete – Qualificação para a Indústria Home & Office’, que teve lugar no mezzanine da ‘Vadia’ e culminou com uma visita guiada às instalações desta cerveja artesanal e com momentos de networking. No dia seguinte, uma jornada de trabalho semelhante a esta – que englobou ainda, logo pela manhã, um meeting com membros dos órgãos diretivos e alguns empresários – decorreu na sede da entidade copromotora deste projeto, a Associação Empresarial de Águeda (AEA).

A sessão que decorreu na Associação de Águeda, parceira da AECOA no projeto ‘Qualifica&Compete’ (foto: AEA)

Recorde-se que o ‘Qualifica&Compete’ é um projeto que visa a especialização inteligente e a qualificação (tecnologias, novos materiais, processos de qualidade, certificação e inovação) da fileira ‘Home & Office’ das regiões Norte e Centro, com foco nas prioridades do futuro definidas pelos centros de decisão da procura externa (mercado europeu). Integra-se no Sistema de Apoio a Ações Coletivas (SIAC) – Qualificação, no âmbito do programa estrutural Portugal 2020. O seu objetivo temático (n.3) é “Reforçar a Competitividade das PME” do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (POCI), sendo apoiado pelo Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional (FEDER).

Um espaço de networking e a oportunidade para visitar as instalações da Cerveja Artesanal ‘Vadia’, em Ossela – Oliveira de Azeméis

 

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