Exposição do concelho é significativa, mas não crítica

Da dir.ª para a esq.ª: António Pinto Moreira, Casimiro de Almeida e Manuel Tavares, respetivamente diretor executivo, presidente da Assembleia Geral e vice presidente da AECOA, vendo-se ainda o preletor da sessão, José Brandão de Sousa.

O consultor José B. Sousa foi o responsável pela elaboração do estudo para a AECOA e, no passado dia 22, apresentou-o para uma plateia de mais de três dezenas de participantes.

A saída do Reino Unido da União Europeia terá consequências junto da economia empresarial do concelho de Oliveira de Azeméis. Apesar destas não serem desastrosas, de um modo geral, importa estar atento para minimizar riscos e explorar oportunidades.

A totalidade das exportações do concelho é assegurada por 283 empresas, das quais ¼ exporta para o Reino Unido (dados de 2016). São várias as atividades com comércio internacional para esse mercado, sendo a fabricação de calçado, de moldes e de componentes e acessórios para veículos automóveis que apresentam maior incidência.

As exportações diretas para o mercado britânico representam cerca de 4,5% do total das do concelho e têm-se mantido estáveis. Isto é, globalmente a exposição do concelho do RU, em matéria exportadora, é significativa, mas não crítica se comparada com outros destinos. Também nenhum setor está criticamente dependente deste mercado, sendo a metalomecânica a área mais representativa neste mercado internacional.

Não obstante os valores não se apresentarem críticos para as empresas de Oliveira de Azeméis, não deixa de ser expectável que, a longo prazo, a saída do Reino Unido da União Europeia (EU) possa trazer alguma mossa. Efetivamente, espera-se uma desaceleração – ou até diminuição das vendas para este mercado. No reverso da medalha, para o setor automóvel/mobilidade podem até surgir algumas oportunidades.

Ressalve-se que o Brexit é um processo não concluído e as respetivas consequências para a Europa dos 27 estão, ainda, muito dependentes dos acordos comerciais que o RU venha a estabelecer com a UE.

 

O diretor executivo da AECOA, António Pinto Moreira, fez o ponto de situação do projeto Qualifica Plus. Refira-se que os investimentos das 25 empresas aderentes têm de estar concluídos até finais de fevereiro próximo.

A plateia manteve-se atenta, interessada e até participativa, num ambiente informal de troca de ideias e considerações. De reter a presença de dois autarcas que aceitaram o convite da AECOA: presidente da Junta de Freguesia de Loureiro e um representante da UF de O. Az., Santiago, Madail, Macinhata e Ul.

Minimizar riscos e explorar oportunidades

O Estado português elaborou um plano de preparação e contingência, que inclui algumas medidas dirigidas às empresas. Minimizar os riscos e explorar as oportunidades é o caminho a seguir.

Não considerar o RU como um mercado a abandonar é o mais correto em termos de estratégia de negócio internacional. Importa estar atento. Conhecer bem as implicações do Brexit – caso ele se venha efetivamente a verificar – para a sua empresa e para o setor de negócio que explora é gerir com inteligência o futuro das suas exportações para o mercado britânico.

Estas e muitas outras considerações e sugestões fazem parte do estudo da AECOA – ‘O impacto do Brexit para as empresas de Oliveira de Azeméis’ -, apresentado no passado dia 22 de janeiro, na Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, integrado no seminário de acompanhamento do projeto conjunto ‘Qualifica Plus’, cuja entidade promotora é a Associação Empresarial do Concelho de Oliveira de Azeméis, ao abrigo dos fundos comunitários do Portugal 2020 | COMPETE | FEDER.

Nota: O estudo ‘O impacto do Brexit nas empresas de Oliveira de Azeméis’ foi elaborado para a AECOA pela Olivetree Consult Ld.ª com a coordenação de José Brandão de Sousa. Tem por base informações públicas e/ou prestadas pelas empresas, bem como do INE.

Consulte o estudo integral AQUI

 

 

 

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