‘Aprender’ a negociar com a Banca

Nem sempre é fácil a concessão de um crédito. Estes processos requerem atenção por parte de quem empresta e, sobretudo, de quem contrai empréstimo. Estar atento a todas as ‘ratoeiras’ e saber lidar com este tipo de operações é a atitude certa. Negociar com a Banca também é uma ‘arte’, que se aprende… na AECOA desde ontem.

A Banca prefere emprestar dinheiro às empresas ou a particulares, isto é, à atividade empresarial ou ao consumo? As taxas de juro e o spread são maiores ou menores conforme o tipo de público?

Qual a diferença entre pagar os juros “à cabeça” (imediatos) ou no final do empréstimo (postecipados), e quais as respetivas consequências, nomeadamente ao nível de encargos totais?

Na concessão de crédito, os bancos dão mais importância ao historial das empresas e/ou a projetos e perspetivas futuras? Isso é vantajoso, ou não, num processo de solicitação de um empréstimo bancário?

De uma hora para a outra, as condições de uma instituição bancária, para um determinado crédito, podem alterar-se e pôr em questão todo processo, mesmo que esteja já em vias de aprovação?

O que é o rating e quais as entidades reconhecidas pelo Banco Central Europeu (BCE) para o fazer? E a Troika, volta ou não a Portugal?

Estas foram algumas das questões levantadas e respondidas ontem, dia 21 de novembro, pelo economista Eduardo Carvalho, na Ação de Capacitação ‘Negociação com a Banca Comercial’. Promovida pela Associação Empresarial do Concelho de Oliveira de Azeméis (AECOA), este evento decorreu em horário pós-laboral, entre as 18h30 e as 21h30.

Mais do que ‘despejar’ conceitos teóricos, Eduardo Carvalho optou por apresentar uma série de questões, reais ou prováveis, num processo de pedido/concessão de crédito e, de um modo geral, numa negociação bancária.

Os participantes – poucos mas bons – seguiram com atenção e enriqueceram as três horas de ‘aprendizagem’ de ontem com um contributo constante, de achegas, exemplos, experiências e opiniões.

Em ambiente descontraído, as três horas passaram rápido, os intervenientes levaram ‘TPC’ e regressam hoje, à mesma hora, para a última etapa desta Ação de Capacitação.

 

Capacitação e expetativas

No final das seis horas de frequência nesta atividade – ‘Negociação com a Banca Comercial’ -, os participantes devem ter apreendido a lógica de enquadramento das tarefas na área da atividade financeira das empresas, e respetivos fatores determinantes, bem como a metodologia e noções básicas associadas. Devem, igualmente, ser capazes de iniciar a estruturação do suporte informativo de base relevante para um processo de negociação de crédito junto de instituições financeiras.

Eduardo Carvalho é economista, consultor e gestor financeiro, formador e docente universitário, e administrador de empresas.

 

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